O padre Menlaus, cheio de cautela,
Excitou o pensamento dela...
E, quando a crédula mulher cedeu
A toda complacência vigente...
Excedeu o digno padre ao crime!
Mas também como pode agir,
À mercê da complexa natureza,
O homem, que apesar de tudo,
É frágil e pequeno ao impulso
Quando vendo tanta carne à gula?
De um ponto de vista exterior
Qualquer um ou outro seria honesto?
Apesar de vosso jugo é injusto vosso decreto!
Luíz Carlos de Almeida
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Chuva de luz
Corram, percorram, transbordem,
Contornem os espaços vazios,
Vazios de ódio e amor,
De volúpia e esperança vã!
Corram buscando o poço,
Procurado um esboço sem cor
Em um quadro ornado por vácuo!
Percorram a circunferência
Do tédio em linha esguia,
Do vago tablado sem alegria
Que preenche nosso crânio fecundo.
Percorram as flores largadas
Nas bancas pela chuva molhadas
E que ficam, por isso, inchadas.
Transborde vosso ócio em mim
Para tornar-me mai pensativo,
Quem sabe um pouco assinalado
Ao comparando com os “antigos Virgílios”!
Transborde o néctar sagrado
Que nos torna diferentes, elevados
Perante o povo que passa!
Luíz Carlos de Almeida
Contornem os espaços vazios,
Vazios de ódio e amor,
De volúpia e esperança vã!
Corram buscando o poço,
Procurado um esboço sem cor
Em um quadro ornado por vácuo!
Percorram a circunferência
Do tédio em linha esguia,
Do vago tablado sem alegria
Que preenche nosso crânio fecundo.
Percorram as flores largadas
Nas bancas pela chuva molhadas
E que ficam, por isso, inchadas.
Transborde vosso ócio em mim
Para tornar-me mai pensativo,
Quem sabe um pouco assinalado
Ao comparando com os “antigos Virgílios”!
Transborde o néctar sagrado
Que nos torna diferentes, elevados
Perante o povo que passa!
Luíz Carlos de Almeida
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À mulher difícil de seduzir
Quando teu cheiro serpenteia perto de mim
Eu não consigo controlar o meu desejo,
Governando meus sentidos-antes os queira-
Como uma manada, tropa de anjos, feitiço feito.
Cobiço sua pele, seu corpo e seios,
Exalas o ar de virgem campestre,
E tem um perfume irresistível do cio,
E eu como um animal, loucamente a persigo.
Um dia terminarei o que comecei
Naquela noite de volúpias imensas
E te consumirei com grande prazer,
Veras que perdeu valioso tempo
A me evitar por todas às vezes
Que estive querendo te satisfazer
Luíz Carlos de Almeida
Eu não consigo controlar o meu desejo,
Governando meus sentidos-antes os queira-
Como uma manada, tropa de anjos, feitiço feito.
Cobiço sua pele, seu corpo e seios,
Exalas o ar de virgem campestre,
E tem um perfume irresistível do cio,
E eu como um animal, loucamente a persigo.
Um dia terminarei o que comecei
Naquela noite de volúpias imensas
E te consumirei com grande prazer,
Veras que perdeu valioso tempo
A me evitar por todas às vezes
Que estive querendo te satisfazer
Luíz Carlos de Almeida
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sábado, 17 de julho de 2010
O álcool
Tu, ó grande e majestoso álcool,
Que nos dá prazeres momentâneos,
Em noites contemplativas, grassas a ti,
Dormimos a mercê, cheios de enganos!
Quando morávamos nas cidades
Dominadas pelo teu jugo
Éramos os homens mais felizes
Comemorando dias inúteis.
Em noites frias tu és o guerreiro
Mais viçoso e incansável,
Mas derrotado sempre é
Refrescando algum condenado.
Sei que é o estimulo de muitos,
Dá o prazer para que eles esqueçam
Da mulher que tanto amavam,
Para praguejarem e espancarem a mesa!
Nas mesas expostas ao sol
Segredos se despem sem medo,
Segredos de mulheres, antes fiéis,
Que se entregam a sublimes desejos!
Luíz Carlos de Almeida
Que nos dá prazeres momentâneos,
Em noites contemplativas, grassas a ti,
Dormimos a mercê, cheios de enganos!
Quando morávamos nas cidades
Dominadas pelo teu jugo
Éramos os homens mais felizes
Comemorando dias inúteis.
Em noites frias tu és o guerreiro
Mais viçoso e incansável,
Mas derrotado sempre é
Refrescando algum condenado.
Sei que é o estimulo de muitos,
Dá o prazer para que eles esqueçam
Da mulher que tanto amavam,
Para praguejarem e espancarem a mesa!
Nas mesas expostas ao sol
Segredos se despem sem medo,
Segredos de mulheres, antes fiéis,
Que se entregam a sublimes desejos!
Luíz Carlos de Almeida
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Canção da sexta
Quando íamos sem rumo neste dia sonoro
A buscar uma garrafa de onde o vinho sempre descia,
A chuva caindo no solo cheiroso,
As canções já caladas ressuscitavam com alegria.
E se escondendo nas brumas de um Dezembro sombrio
O sol fugia sem rumo, longe do olhar humano,
O vento distorcia com maldade o flanco
De uma arvore soberba que se contorcia.
Enquanto eu, um fantoche sem percepção,
Caminhava irônico a rir dos lavradores.
Vagabundo sarcástico numa cidade ociosa,
Só encontrava alegria nas coisas perigosas!
Ao erguer da tarde em trevas consumida,
Onde só vemos nos países de clima temperado,
Grandes símbolos no céu se erguiam
Para as visões de meu cérebro encharcado de destilado.
Os vultos, os clarões, as naves e os incensos,
Dançavam em um ritmo louco e alternado,
Transformando o horizonte em um vertical imenso,
Como se fosse Van Gogh que o tivesse pintado!
Luíz Carlos de Almeida
A buscar uma garrafa de onde o vinho sempre descia,
A chuva caindo no solo cheiroso,
As canções já caladas ressuscitavam com alegria.
E se escondendo nas brumas de um Dezembro sombrio
O sol fugia sem rumo, longe do olhar humano,
O vento distorcia com maldade o flanco
De uma arvore soberba que se contorcia.
Enquanto eu, um fantoche sem percepção,
Caminhava irônico a rir dos lavradores.
Vagabundo sarcástico numa cidade ociosa,
Só encontrava alegria nas coisas perigosas!
Ao erguer da tarde em trevas consumida,
Onde só vemos nos países de clima temperado,
Grandes símbolos no céu se erguiam
Para as visões de meu cérebro encharcado de destilado.
Os vultos, os clarões, as naves e os incensos,
Dançavam em um ritmo louco e alternado,
Transformando o horizonte em um vertical imenso,
Como se fosse Van Gogh que o tivesse pintado!
Luíz Carlos de Almeida
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O louva-deus
O pensamento fugiu! Se precipitando
Em largos e altos, estranhos fossos!
De uma só vez buscou nervoso:
Sem calma, entregue aos instintos,
A voz pregando palavras caladas...
O prazer atroz de um trágico gozo!
Disseste, quando tudo era somente calma,
À brisa clara de uma tarde de Agosto,
Com um sorriso augusto, (triste engano!):
“Tudo acorda! A beleza e o amor
Revigora o canto e os músculos do operário...
Que seja eterna a alegria! Morreria feliz neste momento!”
Poderia nutrir-se apenas com areia,
E se embriagar com a espuma da praia laranja,
Se aquela fortuna de volúpia serena
Durasse com a mesma intensidade de sua paixão
E petrificasse em eterno sua ilusão...
O tempo fosse somente aquela tarde!
Aproveitou pouco! Agora é imenso o seu desgosto!
Agora pragueja, maldiz contra o amor:
Seja o destino do homem enamorado,
O que cego se torna quando abraçado,
Infinita a dor e com espinhos o fosso!
Luíz Carlos de Almeida
Em largos e altos, estranhos fossos!
De uma só vez buscou nervoso:
Sem calma, entregue aos instintos,
A voz pregando palavras caladas...
O prazer atroz de um trágico gozo!
Disseste, quando tudo era somente calma,
À brisa clara de uma tarde de Agosto,
Com um sorriso augusto, (triste engano!):
“Tudo acorda! A beleza e o amor
Revigora o canto e os músculos do operário...
Que seja eterna a alegria! Morreria feliz neste momento!”
Poderia nutrir-se apenas com areia,
E se embriagar com a espuma da praia laranja,
Se aquela fortuna de volúpia serena
Durasse com a mesma intensidade de sua paixão
E petrificasse em eterno sua ilusão...
O tempo fosse somente aquela tarde!
Aproveitou pouco! Agora é imenso o seu desgosto!
Agora pragueja, maldiz contra o amor:
Seja o destino do homem enamorado,
O que cego se torna quando abraçado,
Infinita a dor e com espinhos o fosso!
Luíz Carlos de Almeida
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Duas cidades
Através dos vidros das grandes janelas
Os prédios cinza com grandeza sobem!
O mundo alarga-se pelo horizonte,
Que o olhar não vê (no limite morre!)
A cidade é entediante e subdesenvolvida!
Não dá os prazeres como outras a fora!
As pessoas que nelas vivem são ociosas,
Mergulhadas em dias de tristes memórias.
No tempo que calcula a vida de todos
A morte repousa espreitar mortais,
Querendo levar-nos aos abismos profundos,
Os quais o homem não quer conhecer jamais!
“Vossa cidade será sempre enigmática!
Preferimos viver em monotonia diária!
Quando levar-me contigo ao passeio
Conhecerei prazeres que aqui não tenho?”
“Tolo é o homem que não tenta conhecer,
Deixar para traz o caminho trilhado,
Minha cidade é a mais populosa,
Conhecerás a vida que dela brota!
Não vejo nada que por aí seja melhor:
O vinho, as mulheres... Muito menos amores!
Venha comigo, ó indeciso!
Aqui tu viverás entre o vinho e as flores!”
Luíz Carlos de Almeida
Os prédios cinza com grandeza sobem!
O mundo alarga-se pelo horizonte,
Que o olhar não vê (no limite morre!)
A cidade é entediante e subdesenvolvida!
Não dá os prazeres como outras a fora!
As pessoas que nelas vivem são ociosas,
Mergulhadas em dias de tristes memórias.
No tempo que calcula a vida de todos
A morte repousa espreitar mortais,
Querendo levar-nos aos abismos profundos,
Os quais o homem não quer conhecer jamais!
“Vossa cidade será sempre enigmática!
Preferimos viver em monotonia diária!
Quando levar-me contigo ao passeio
Conhecerei prazeres que aqui não tenho?”
“Tolo é o homem que não tenta conhecer,
Deixar para traz o caminho trilhado,
Minha cidade é a mais populosa,
Conhecerás a vida que dela brota!
Não vejo nada que por aí seja melhor:
O vinho, as mulheres... Muito menos amores!
Venha comigo, ó indeciso!
Aqui tu viverás entre o vinho e as flores!”
Luíz Carlos de Almeida
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Palavra perdidas
Em tudo o que olho vejo miséria!
Todos os pensamentos nobres- nenhum me resta!
Algo pode se instalar
Em minha cabeça vazia,
É só tocar uma música tola e esperar.
Os cultos e desejos religiosos
Passeiam pelos templos ignotos,
O incenso sobe pelo vazio
Chegando ao psicológico
Para causar um instantâneo “elevamento”!
O Instinto repele grandes notas,
Desenhando pelo céu uma grande trova,
Depois vamos contemplar
Musas em jardins suspensos
Que se banham completamente nuas no pensamento!
E várias melodias vagam turvas
Pelos ermos que se estendem formando curvas,
Basta apenas olhar
Para o firmamento
E observar elas tremendo com o vento!
E pendendo zombeteiras dos galhos das árvores,
Costureiras tolas riem tecendo obscuridades!
O sarcasmo gosta de verdade
Desses fantoches ridículos
Que imitam os que tecem pensamentos!
Com muita pressa o tempo corre desvairado,
A consumir o que sobrou de aproveitável,
Deixando no lugar
Uma cultura ridícula
Para o homem lentamente mastigar!
Luiz Carlos de Almeida
Todos os pensamentos nobres- nenhum me resta!
Algo pode se instalar
Em minha cabeça vazia,
É só tocar uma música tola e esperar.
Os cultos e desejos religiosos
Passeiam pelos templos ignotos,
O incenso sobe pelo vazio
Chegando ao psicológico
Para causar um instantâneo “elevamento”!
O Instinto repele grandes notas,
Desenhando pelo céu uma grande trova,
Depois vamos contemplar
Musas em jardins suspensos
Que se banham completamente nuas no pensamento!
E várias melodias vagam turvas
Pelos ermos que se estendem formando curvas,
Basta apenas olhar
Para o firmamento
E observar elas tremendo com o vento!
E pendendo zombeteiras dos galhos das árvores,
Costureiras tolas riem tecendo obscuridades!
O sarcasmo gosta de verdade
Desses fantoches ridículos
Que imitam os que tecem pensamentos!
Com muita pressa o tempo corre desvairado,
A consumir o que sobrou de aproveitável,
Deixando no lugar
Uma cultura ridícula
Para o homem lentamente mastigar!
Luiz Carlos de Almeida
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domingo, 11 de julho de 2010
Solidão
Nada, além da solidão,
Deixa o homem tão pensativo
Ao ponto de torná-lo sábio.
...
Aos inseridos nas trevas,
Solitários e amargos,
Ergam uma taça de vinho comemorando suas dores,
E riam como hienas das suas lágrimas e clamores,
Pois todos nós somos usurpadores
De tudo quanto é desgraça.
Como é bonito ver e ao mesmo tempo odiar
Quem vai pelas ruas a sorrir,
Com uma vida amarga e dura,
Passeiam atuando calma,
Vomitando um ar sem culpa,
Tentando um mundo colorido
Longe de ódio e desgraça.
Mas os que planejam chacinas,
Os que no obscuro caminham,
Os que as trevas consomem
Lentamente no fogo infernal,
Aos psicopatas soturnos
Que convivem com a loucura,
Ergamos uma taça de vinho
Para comemorar todo mal!
E como a solidão é a única a desvendar as lacunas
Do negro abismo satânico
De ritos e sonoridade aguçada,
De cores frias e amargas
Tiradas de corpos languentes,
Ela contempla nosso quadro demente
E zomba de nossas desgraças!
Por Luíz Carlos de Almeida
Deixa o homem tão pensativo
Ao ponto de torná-lo sábio.
...
Aos inseridos nas trevas,
Solitários e amargos,
Ergam uma taça de vinho comemorando suas dores,
E riam como hienas das suas lágrimas e clamores,
Pois todos nós somos usurpadores
De tudo quanto é desgraça.
Como é bonito ver e ao mesmo tempo odiar
Quem vai pelas ruas a sorrir,
Com uma vida amarga e dura,
Passeiam atuando calma,
Vomitando um ar sem culpa,
Tentando um mundo colorido
Longe de ódio e desgraça.
Mas os que planejam chacinas,
Os que no obscuro caminham,
Os que as trevas consomem
Lentamente no fogo infernal,
Aos psicopatas soturnos
Que convivem com a loucura,
Ergamos uma taça de vinho
Para comemorar todo mal!
E como a solidão é a única a desvendar as lacunas
Do negro abismo satânico
De ritos e sonoridade aguçada,
De cores frias e amargas
Tiradas de corpos languentes,
Ela contempla nosso quadro demente
E zomba de nossas desgraças!
Por Luíz Carlos de Almeida
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Amor satírico
Podemos banir o remorso num porto?
Charles Baudelaire
I
- Que lindo o mundo é
Quando pincelado pelo amor!
A vida é mesmo surpreendente,
Mesmo para quem não tem fé.
Saiba que o amor é o louvor
Supremo que o destino tece
Na mente dos mancebos
Incrédulos e depressivos!
Já visitei quando fevereiro
Um jovem ao qual me admirava,
Sua face era tão pálida
Qual uma vela de velório,
Sempre vestido com trajes negros
(que desespero!)
Até parecia adivinhar que o luto passageiro
Acolheria sua família
Naquele mesmo mês traiçoeiro!
Era um dia tempestuoso,
Daqueles de floresta temperada!
Nas ruas os moleques se divertiam com aquilo,
(Imitavam os demônios
Que riem da desgraça dos moribundos!)
Ao chegar ao quarto
Fui surpreendido pela presença fúnebre
Que aromatizava o lugar com seu perfume!
Aquela paisagem me encantou!
Desde o primeiro instante
Apaixonei-me da visitante
Que junta comigo cantava a ninar o menino.
E, aos pouco, ele ia dormindo em seu leito
O bálsamo da morte banhava as pálpebras
Do virgem doentio que tanto me amava!
II
O que juntas assim procuramos na miséria?
Essa maldição tirada do rio mais imundo.
E a nos banquetear das entranhas dela
Jantamos noites românticas, não somos injustas?!
Temos ainda a muitos a quem comparecer,
Esses hereges estão a se multiplicar pelo mundo,
Nascemos para acompanhar as dores dos doentes
Que nos ama nos momentos mais frementes.
Somos, para o maligno, profissionais perfeitas,
A terça parte da terra como nosso território
Semearemos o vício, individualismo e ócio...
Depois, do solo radioativo colheremos os frutos.
E como seremos felizes, ó musa pálida e feridenta,
Quando consumada nossas forças ilusórias,
As quais o homem goza suas mágoas amorosas
E entregam-se à depressão, como a Deus nos adoram!
O sono atroz que em seus peitos guardam,
Quem a poderá botar para fora? Só nós!
As vigilantes das noites soturnas e gloriosas,
Nós, as cavaleiras do descanso que todos tragam!
III
Amante, como, depois de nós, os botões brotarão
Tão languentes a exalar suas impurezas...
Nesse mundo atacado pelos vendilhões de avareza
Que contaminam nossos fãs com doenças grotescas?
Saberão todos no auge de suas depravações
Como o vício só aumenta depois do primeiro trago
Desfrutado do cachimbo de nossa boca vil
Que transborda e espuma o veneno parasita.
Sejamos doces à medida que virmos ao acaso
Pequeno esquivo, de raro lugar aparecer,
Sejamos alerta perante o comportamento calmo
De mazelas que se atrofiam ao brilho claro.
Assim, de calma, zelo, paciência e convenção
Aos trabalhos adotados a corromper alma e corpo,
Aos rituais elaborados, aos cultos de adoração
Realizados para nutrir-nos do rancor de negras preces,
Construiremos a estalagem e o reino,
Trataremos de exibir a luxúria que seduz,
Ergueremos a estátua da arte fina que revigora
O impulso de cumprir os deveres prometidos!
Eles são numerosos! Suas faces demonstram
No olhar e nas palavras ímpias e pragmáticas
Que a prosperidade do nosso povo será elevada
E a profanação da castidade excitante!
IV
Sempre existirá, no campo ou na cidade,
Travando suas lutas pelo ar que definha,
As criaturas que nas cabeças trazem o diadema
Crivado com as palavras da besta futura.
O amor as profecias tecidas ao meio-dia,
As pragas arrogantes espalhadas ao acaso
Ditam o caminho, os espinhos em suas vidas,
Que brotam iluminados por proscrição e pecado.
Os seus antepassados nas terras infecundas,
Nos sóis cuspidores de radioatividade,
Deixaram as sementes espalhadas ao esquecimento
Para produzir o pão e o vinho encarniçado.
Gritam, meditam, reconhecem o destino!
São cientes da pútrida raça que compõem!
Tentam camuflar nas religiões a maligna fé
De suas mentes, de seu povo transtornado.
Como um gato ferido e os testículos arrancados,
Ao passar pelo telhado gemendo e defecando,
São as suas almas mágoas e em prantos,
Os que as santas palavras chamam: ENÍQUOS!
Luíz Carlos de Almeida
Charles Baudelaire
I
- Que lindo o mundo é
Quando pincelado pelo amor!
A vida é mesmo surpreendente,
Mesmo para quem não tem fé.
Saiba que o amor é o louvor
Supremo que o destino tece
Na mente dos mancebos
Incrédulos e depressivos!
Já visitei quando fevereiro
Um jovem ao qual me admirava,
Sua face era tão pálida
Qual uma vela de velório,
Sempre vestido com trajes negros
(que desespero!)
Até parecia adivinhar que o luto passageiro
Acolheria sua família
Naquele mesmo mês traiçoeiro!
Era um dia tempestuoso,
Daqueles de floresta temperada!
Nas ruas os moleques se divertiam com aquilo,
(Imitavam os demônios
Que riem da desgraça dos moribundos!)
Ao chegar ao quarto
Fui surpreendido pela presença fúnebre
Que aromatizava o lugar com seu perfume!
Aquela paisagem me encantou!
Desde o primeiro instante
Apaixonei-me da visitante
Que junta comigo cantava a ninar o menino.
E, aos pouco, ele ia dormindo em seu leito
O bálsamo da morte banhava as pálpebras
Do virgem doentio que tanto me amava!
II
O que juntas assim procuramos na miséria?
Essa maldição tirada do rio mais imundo.
E a nos banquetear das entranhas dela
Jantamos noites românticas, não somos injustas?!
Temos ainda a muitos a quem comparecer,
Esses hereges estão a se multiplicar pelo mundo,
Nascemos para acompanhar as dores dos doentes
Que nos ama nos momentos mais frementes.
Somos, para o maligno, profissionais perfeitas,
A terça parte da terra como nosso território
Semearemos o vício, individualismo e ócio...
Depois, do solo radioativo colheremos os frutos.
E como seremos felizes, ó musa pálida e feridenta,
Quando consumada nossas forças ilusórias,
As quais o homem goza suas mágoas amorosas
E entregam-se à depressão, como a Deus nos adoram!
O sono atroz que em seus peitos guardam,
Quem a poderá botar para fora? Só nós!
As vigilantes das noites soturnas e gloriosas,
Nós, as cavaleiras do descanso que todos tragam!
III
Amante, como, depois de nós, os botões brotarão
Tão languentes a exalar suas impurezas...
Nesse mundo atacado pelos vendilhões de avareza
Que contaminam nossos fãs com doenças grotescas?
Saberão todos no auge de suas depravações
Como o vício só aumenta depois do primeiro trago
Desfrutado do cachimbo de nossa boca vil
Que transborda e espuma o veneno parasita.
Sejamos doces à medida que virmos ao acaso
Pequeno esquivo, de raro lugar aparecer,
Sejamos alerta perante o comportamento calmo
De mazelas que se atrofiam ao brilho claro.
Assim, de calma, zelo, paciência e convenção
Aos trabalhos adotados a corromper alma e corpo,
Aos rituais elaborados, aos cultos de adoração
Realizados para nutrir-nos do rancor de negras preces,
Construiremos a estalagem e o reino,
Trataremos de exibir a luxúria que seduz,
Ergueremos a estátua da arte fina que revigora
O impulso de cumprir os deveres prometidos!
Eles são numerosos! Suas faces demonstram
No olhar e nas palavras ímpias e pragmáticas
Que a prosperidade do nosso povo será elevada
E a profanação da castidade excitante!
IV
Sempre existirá, no campo ou na cidade,
Travando suas lutas pelo ar que definha,
As criaturas que nas cabeças trazem o diadema
Crivado com as palavras da besta futura.
O amor as profecias tecidas ao meio-dia,
As pragas arrogantes espalhadas ao acaso
Ditam o caminho, os espinhos em suas vidas,
Que brotam iluminados por proscrição e pecado.
Os seus antepassados nas terras infecundas,
Nos sóis cuspidores de radioatividade,
Deixaram as sementes espalhadas ao esquecimento
Para produzir o pão e o vinho encarniçado.
Gritam, meditam, reconhecem o destino!
São cientes da pútrida raça que compõem!
Tentam camuflar nas religiões a maligna fé
De suas mentes, de seu povo transtornado.
Como um gato ferido e os testículos arrancados,
Ao passar pelo telhado gemendo e defecando,
São as suas almas mágoas e em prantos,
Os que as santas palavras chamam: ENÍQUOS!
Luíz Carlos de Almeida
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Guerreiros do ócio
O meu quarto escuro em dias ensolarados
Guarda segredos do mundo interior,
Segredos de guerreiros preguiçosos
Que o ócio possuiu por mal!
Os momentos de batalhas esquecidas
Na cama desolada, onde vítimas descansam
Por não terem como abrandarem o sofrimento
E as cinzas que o mundo lhes lança,
É o leito do desprezo, do tormento,
Do desejo, já esquecido, por não terem esperança
De conseguirem o elixir nos seios de uma dama.
Todos sofrem sem poder se mexer,
Têm fome e sede, mas não podem satisfazer,
São torturados sem poderem reivindicar,
São os guerreiros do ócio que habitam o meu ser!
Luíz Carlos de Almeida
Guarda segredos do mundo interior,
Segredos de guerreiros preguiçosos
Que o ócio possuiu por mal!
Os momentos de batalhas esquecidas
Na cama desolada, onde vítimas descansam
Por não terem como abrandarem o sofrimento
E as cinzas que o mundo lhes lança,
É o leito do desprezo, do tormento,
Do desejo, já esquecido, por não terem esperança
De conseguirem o elixir nos seios de uma dama.
Todos sofrem sem poder se mexer,
Têm fome e sede, mas não podem satisfazer,
São torturados sem poderem reivindicar,
São os guerreiros do ócio que habitam o meu ser!
Luíz Carlos de Almeida
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
À Que Muito Pacata
Em casebres obscuros e tingidos de fumaça,
Velhos amaldiçoam com alquimias negras,
Apertando laços que prendem consciência e beleza
De cidades que acreditam em tudo quanto é desgraça.
Os populares privados dos avanços da ciência,
E limitados pela cultura do negro mundo medieval,
Não conhecem a virtude e riem da opulência
Que pessoas viajadas trazem as suas terras natais.
“Conviva, pobre poeta, com civis tão elevados
De preconceito adquirido de antigos antepassados,
Agüentai todo alvoroço e murmurinhos das sentadas
Que ferem com suas línguas o padre e a devassa!”
“Acostumei-me já com isso, e não é pouco!
A vida libertina é solo fértil para críticas,
Contemplarei ainda mais os prazeres desta vida
Para quando morrer se reverenciado pelo povo:
Bem sabes que o banal e o pecador
É quando morto um herói sepultado,
Que os puros e bons sempre sofrem um bocado,
Não aproveitam a vida e, o pranto, é ignorado!”
O vapor de uma vida pacata faz chover ignorância,
Regando com suas tradições vidas a se formar,
Os jovens que nelas moram crescem sem esperança
E sem desconfiança seus pés grotescos vão beijar!
Apesar de tudo isso, voltamos a esses ninhos,
A lembrança subjuga suas mesquinharias,
Quem fugiu deles procurando ares mais frescos,
Voltam para descansarem os ossos em seus leitos.
“não seja esperançoso, medíocre homem condenado!
Não terás o privilégio de embernar em canto calmo!
Sei que gostas do lugar, apesar de ser “beateiro”,
A indigência terá teu corpo, lá jazerá teu esqueleto!”
Luíz Carlos de Almeida
Velhos amaldiçoam com alquimias negras,
Apertando laços que prendem consciência e beleza
De cidades que acreditam em tudo quanto é desgraça.
Os populares privados dos avanços da ciência,
E limitados pela cultura do negro mundo medieval,
Não conhecem a virtude e riem da opulência
Que pessoas viajadas trazem as suas terras natais.
“Conviva, pobre poeta, com civis tão elevados
De preconceito adquirido de antigos antepassados,
Agüentai todo alvoroço e murmurinhos das sentadas
Que ferem com suas línguas o padre e a devassa!”
“Acostumei-me já com isso, e não é pouco!
A vida libertina é solo fértil para críticas,
Contemplarei ainda mais os prazeres desta vida
Para quando morrer se reverenciado pelo povo:
Bem sabes que o banal e o pecador
É quando morto um herói sepultado,
Que os puros e bons sempre sofrem um bocado,
Não aproveitam a vida e, o pranto, é ignorado!”
O vapor de uma vida pacata faz chover ignorância,
Regando com suas tradições vidas a se formar,
Os jovens que nelas moram crescem sem esperança
E sem desconfiança seus pés grotescos vão beijar!
Apesar de tudo isso, voltamos a esses ninhos,
A lembrança subjuga suas mesquinharias,
Quem fugiu deles procurando ares mais frescos,
Voltam para descansarem os ossos em seus leitos.
“não seja esperançoso, medíocre homem condenado!
Não terás o privilégio de embernar em canto calmo!
Sei que gostas do lugar, apesar de ser “beateiro”,
A indigência terá teu corpo, lá jazerá teu esqueleto!”
Luíz Carlos de Almeida
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Previsão
As cinzas abrirão o céu
Nuvens negras e dragões
Todos estarão perdidos
Nas chamas e na escuridão
Tragam todos os que são santos
Tragam todos os que estão salvos
E vamos embora agora
Pois chegará a nossa hora!
Não sei dizer o que acontecerá
Só sei dizer que é tudo acabará!
As trevas há de engolir todos
Ninguém ficará sem julgamento
Muitos irão ao purgatório
Chegará vosso momento
Que todos estejam preparados
Só os fortes estarão salvos
Quando o fim chegar
E ele nos aniquilar!
Não sei dizer o que acontecerá
Só sei dizer é que tudo acará!...
...Canção do apocalipse:
Todos estão agora morrendo
Quero ver a desgraça
A dor e o ódio destroem a todos
A peste e a doença se espalham
Vejo nuvens rasgarem o céu
E alguém se aproximando
Bolas de fogo caem do céu
É o fim que está chegando...
...E quando a morte vem todos se arrependem!
Luíz Carlos de Almeida
Nuvens negras e dragões
Todos estarão perdidos
Nas chamas e na escuridão
Tragam todos os que são santos
Tragam todos os que estão salvos
E vamos embora agora
Pois chegará a nossa hora!
Não sei dizer o que acontecerá
Só sei dizer que é tudo acabará!
As trevas há de engolir todos
Ninguém ficará sem julgamento
Muitos irão ao purgatório
Chegará vosso momento
Que todos estejam preparados
Só os fortes estarão salvos
Quando o fim chegar
E ele nos aniquilar!
Não sei dizer o que acontecerá
Só sei dizer é que tudo acará!...
...Canção do apocalipse:
Todos estão agora morrendo
Quero ver a desgraça
A dor e o ódio destroem a todos
A peste e a doença se espalham
Vejo nuvens rasgarem o céu
E alguém se aproximando
Bolas de fogo caem do céu
É o fim que está chegando...
...E quando a morte vem todos se arrependem!
Luíz Carlos de Almeida
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Céu nublado
Ao céu escurecido e nebuloso,
Refletido e mimetizado no asfalto,
À transmutação da inveja mortal,
À cópia do que contém no infinito!
À população egoísta a caminhar,
Olhando para as brumas, pasmada...
Igual ao olhar de um cego: eternizado,
Observando a tampa encardida...
-Querendo desvendar a ira apocalíptica do dia!
À melancolia que toma conta de todos,
Aos velhos deprimidos e imóveis
Em velhas nostalgias de cadeiras inclináveis,
Como que prevendo algo trágico
Danando seus herdeiros, companheiros e amados!
Eu adoro esses dias, essas cinzas!
Eles envolvem-se em instintos vagabundos,
Minha alma fica mais intensa,
Como se eu tomasse uma dose de adrenalina
E a euforia consumisse meu ser com o soturno!
Luíz Carlos de Almeida
Refletido e mimetizado no asfalto,
À transmutação da inveja mortal,
À cópia do que contém no infinito!
À população egoísta a caminhar,
Olhando para as brumas, pasmada...
Igual ao olhar de um cego: eternizado,
Observando a tampa encardida...
-Querendo desvendar a ira apocalíptica do dia!
À melancolia que toma conta de todos,
Aos velhos deprimidos e imóveis
Em velhas nostalgias de cadeiras inclináveis,
Como que prevendo algo trágico
Danando seus herdeiros, companheiros e amados!
Eu adoro esses dias, essas cinzas!
Eles envolvem-se em instintos vagabundos,
Minha alma fica mais intensa,
Como se eu tomasse uma dose de adrenalina
E a euforia consumisse meu ser com o soturno!
Luíz Carlos de Almeida
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Cemitério
Terra vasculhada, avermelhada e seca,
Pedregosa de pobreza e sem vegetação...
Guarda os corpos de pessoas a se desmanchar,
Ardente de pisar, mais que a de um vulcão!
Julga o ser humano, quando por ela passa,
Estreitado como sempre pelo muro errôneo,
Que por ali as trevas flutuam, vagam,
Atraindo para os vivos espíritos imundos.
De tudo uma pode ser verdade:
As lendas urbanas ou o espiritismo...
Esse lugar soturno e impregnado de víboras
Não conhecerá nunca o olhar divino?!
Os beatos sempre marcham com seus lamentos
Para deixarem largados os corpos sarnentos
Nas sepulturas que esperarão por eles um dia;
As almas ociosas sentadas no muro
Observam, formam platéia acima dos túmulos
Para zombarem e rirem dos seus defuntos.
Luíz Carlos de Almeida
Pedregosa de pobreza e sem vegetação...
Guarda os corpos de pessoas a se desmanchar,
Ardente de pisar, mais que a de um vulcão!
Julga o ser humano, quando por ela passa,
Estreitado como sempre pelo muro errôneo,
Que por ali as trevas flutuam, vagam,
Atraindo para os vivos espíritos imundos.
De tudo uma pode ser verdade:
As lendas urbanas ou o espiritismo...
Esse lugar soturno e impregnado de víboras
Não conhecerá nunca o olhar divino?!
Os beatos sempre marcham com seus lamentos
Para deixarem largados os corpos sarnentos
Nas sepulturas que esperarão por eles um dia;
As almas ociosas sentadas no muro
Observam, formam platéia acima dos túmulos
Para zombarem e rirem dos seus defuntos.
Luíz Carlos de Almeida
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terça-feira, 27 de abril de 2010
A Morte
De todo seu corpo transborda pus,
Exala óleo dízeo, é amarga e fria,
Transpira gotícula de várias feridas,
E é de antrax constituída.
Rege o mundo (hoje todo de ódio)
Já contaminado pela miséria e o caos.
Nele vivemos já condenados,
Mergulhados na soberba, em todo o mal!
Sempre caminha nas carnificinas,
Faz das batalhas lindas paisagens,
Onde flutua o aroma que ilumina
Seu rosto, seus pés de deusa assassina.
De todos os mistérios ocultos,
Ninguém consegue desvendar o seu,
E entre os milênios governa tudo...
Consegue por medo mais do que Deus!
Oh... Ó Deus supremo e inflexível!
De onde tiraste tal máquina sinistra?
Das lacunas do inferno infinito,
Lá, onde Satã controla e habita?!
Quando vier imunda e suja,
Dentes sangrando em dor cirúrgica,
Em seu cavalo ao anoitecer,
Nosso corpo terá paralisação súbita!
Luís Carlos de Almeida
Exala óleo dízeo, é amarga e fria,
Transpira gotícula de várias feridas,
E é de antrax constituída.
Rege o mundo (hoje todo de ódio)
Já contaminado pela miséria e o caos.
Nele vivemos já condenados,
Mergulhados na soberba, em todo o mal!
Sempre caminha nas carnificinas,
Faz das batalhas lindas paisagens,
Onde flutua o aroma que ilumina
Seu rosto, seus pés de deusa assassina.
De todos os mistérios ocultos,
Ninguém consegue desvendar o seu,
E entre os milênios governa tudo...
Consegue por medo mais do que Deus!
Oh... Ó Deus supremo e inflexível!
De onde tiraste tal máquina sinistra?
Das lacunas do inferno infinito,
Lá, onde Satã controla e habita?!
Quando vier imunda e suja,
Dentes sangrando em dor cirúrgica,
Em seu cavalo ao anoitecer,
Nosso corpo terá paralisação súbita!
Luís Carlos de Almeida
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