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domingo, 1 de abril de 2012

A Vingança

Sou o anjo negro, sou a sua morte,
Você irá morrer, não é tão forte...
Não faça isso, não adianta chorar,
Não, agora é tarde para lamentar.

O cemitério será o seu novo lar
Onde a eternidade você estará
Digno de um desgraçado imundo,
Você não mais ficará nessa mundo.

Quero ouvi a canção das suas dores,
Que me dar prazer como as flores,
Alguns acharam triste o seu fim,
Mas tenha certeza, não será para mim.

Eu sou a sua morte, e vim lhe buscar,
Hoje é o seu fim, vim te matar,
Vim sentir a prazer da vingança,
Sinta a dor provocado por essa dança.

Mossoró/RN, 01 de Abril de 2012.
A. D. Hion John

sexta-feira, 23 de julho de 2010

22 de Julho de 2010

Essa noite esta linda
Marcada pela beleza da lua
E a sua totalmente nua,
Minha doce menina.

Você para mim Dançado
Sobre os efeitos do vinho
E do meu carinho.
Ouço o pássaro da morte cantado!

Momento de total apreciação
Da minha menina mortal
Proporcionando-me algo especial,
Até então, desconhecida emoção!

Desde agora você pode saborear
Do sangue desse ser imortal
Nessa noite sem igual
Que estou a lhe proporcionar!

Levarei você para lugares desconhecidos,
Ai poderá realmente me conhecer,
Mas para isso você terá que morrer.
Da sua voz ouço gemidos!

Venha, lhe darei abrigo
No meu mundo obscuro
Um ambiente escuro
Criado por um inimigo!

Mossoró/RN, 22 de Julho de 2010
A. D. Hion John

segunda-feira, 10 de maio de 2010

10 de Maio de 2010

O que você esta fazendo,
Consumindo a sua vida
Tornando desgraçada e perdida,
Conscientemente perdendo.

Nessa chuva de água quente
E dançando a musica nada atraente
Tocada pelos miseráveis sonhadores
Do inferno dos amores...

Venha e sinta o ar desse vento,
Pois ele esta ao seu favor
E irá esfriar essa paixão e dor
Que lhe consome como corvo lento.

Venha beber da bebida do prazer
Que essa vida lhe proporciona,
Que o tolo humano abandona
Para viver de algo que não pode ter!

Venha conhecer o que é ser feliz,
Venha e conheça o que sempre quis:
Uma felicidade que é real,
Que é presente e carnal!

Messias Targino/RN, 10 de Maio de 2010
A. D. Hion John

terça-feira, 30 de março de 2010

Fracasso!

O tormento do fracasso,
De uma vida levado ao acaso,
Do sabor do desespero
Da não realização do desejo.

Sinto o terror da lamentação,
Como fogo queimando sem perdão,
Em inferno sóbrio presente,
Com chama negra quente.

Sinto o sabor da distancia da conquista,
O desespero estampando na lista
De um humano desgraçado
Que se sente amaldiçoado.

Sinto o terror da pulsação
Da mente humana em decomposição
Que busca uma cura,
Para essa dor grande e dura.

Sinto o sabor da morte que escureceu,
De uma vida que nunca nasceu.
Que foi desejada,
Mas não concretizada.

Sinto o terror da solidão dos meus fracassos,
Do que SOU levado em braços,
Para o caminho desconhecido por mim
Com precipício em seu fim!

Mossoró/RN, 30 de Março de 2010
A. D. Hion John

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Em noite de neblina
Lhe espero menina
Na paisagem abandonada
No lugar marcado.

O tempo passando,
Você aqui não aparece.
A minha mente enlouquece
E eu fico agonizando!

Procuro sua imagem
Na paisagem escura
Nessa noite de Sábado.

Estou em buraco carvado
Pelos os meus desejos
Da doçura dos seus beijos.

Mossoró/RN, 30 de Janeiro de 2010
A. D. Hion John

sábado, 9 de janeiro de 2010

Zero Minuto...

Pássaros da noite cantam
Canções do meu pesadelo
E os mortos dançam
Em frente ao espelho.

Os morcegos caçam
Ouvindo gritos do sofrimento.
Nas paredes passam
O barulho do meu tormento.

As arvores lá fora balançam,
O vento frio esta a me tocar,
Não outra presença aqui estar,
Só lá fora, pássaros que cantam.

Nem sei onde estou,
O meu sofrimento é perturbador.
Espero apenas o tempo passar
Ouvindo os pássaros a cantar.


Mossoró/RN, Fevereiro de 2009.
A. D. Hion John

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As Minhas Rosas

Sinto o cheiro delas 
No meio do das velas 
Neste lugar escuro 
Em volta de muros. 


Trancaram-me aqui dentro 
Nesta prisão eterna 
Onde nunca mais vou vê 
A lua mais bela. 


Às vezes deixam elas, 
De diferentes cores 
Vermelhas, brancas, amarelas. 
E com marcantes odores. 


Elas iram um dia morrer, 
Depois iram secar 
Pó iram ser 
Iram por completo desaparecer 

Messias Targino/RN, 18 de Janeiro de 2008. 
A. D. Hion.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Jardim Assombrado II


Que bom que você esta aqui
Pensei que não iria aparecer
Que seria de mim sem você.

Posso pelo menos sorrir.

Como você esta linda
Iluminando a escuridão
E os meus passos nesse chão
Onde triste vago ainda.

Ando nesse imundo jardim,
Neste lugar grande e sem fim
Onde todos estão sofrendo
Por não mais estarem vivendo.

Ouço o som dos gritos,
Um som que dói bastante.
Todos os lados são fonte
Desses gritos e gemidos.

Ando na estrada longa
Com passos curtos todos os dias
Junto de uma alta tonta
Com destino de ser companhia.

Sorte minha tê-la do meu lado.
Ela foi um presente dado
Para não viver em solidão, Neste mundo da escuridão.

Mossoró/RN, 16 de Fevereiro de 2008.
A. D. Hion John.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ato Dois

Senti a sua falta,
Nessa noite fria e calma.
Quero por mais uma vez lhe ter,
Possuir-lhe e ter prazer.

Como você esta linda!
Sua pele me fascina,
Seu corpo gelado me provoca
Sensações que me devora.

A sua morte me incita.

Lembro do seu corpo sangrando,
Lembro por causa das dores você gritando
E eu olhando esperando você morrer,
Só na morte você me daria prazer.

Que pena que o tempo esta a lhe consumir.

O teu corpo se degrada,
Os pássaros negros se alimentam
Da carne podre que esta sendo gerada.

Hoje realizo as minhas vontades,
Apreciando a noite e um cadáver,
De uma mulher adorável,
Que sonhava com a liberdade.

Mossoró/RN, 18 de Setembro de 2009.
A. D. Hion John.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Gêmeas

Nascem crianças mortas
Nesse dia de loucuras
E são fechadas as portas
Para essas almas puras.

Elas nunca gritaram
E nem respiram irão,
Pois cadáveres já são,
Juntos em mesmo caixão.

O caixão é de papelão.
A mãe não sente a dor da emoção
De vê as crianças juntas enterradas,
Para todo sempre abraçadas.

São enterradas no maldito terreno
Em um túmulo pequeno
Para serem pó e desaparecerem
E um dia a sociedade às esquecerem.


Mossoró/RN, 12 de dezembro de 2009.
A. D. Hion John.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2009

Gostaria de lhe dar flores
De diversas cores
Para lhe agradar
Para você me amar.

Mas não,
É em vão!

Hoje o ódio predomina
Nos olhos da minha menina.
Triste para mim
Vê você assim.

Sinto a dor da tortura
Não passo de mortal criatura.

Vago em uma rua vazia
Após triste dia.
Sonhando acordado
Com você do meu lado.

Sonho em lhe ter,
Mas não irei poder.

O tempo esta passando
Como se estivesse voando.
Gostaria de fazer o tempo voltar,
Mas o que posso é desejar.

O passado é de boas lembranças,
Não voltaremos a ser crianças.

Sinto que a cada dia
Você esta se distanciando
Como um pássaro voando
E me deixando em agonia.

Oh, querida Andressa!
Só lhe peço que não me esqueça.


Mossoró/RN, 20 de Novembro de 2009.
A. D. Hion John


Calabouços & Dragões

Você esta presos na prisão
Onde não há mais chave.
Alimentada pela sua ilusão
De para casa um dia voltar.

Sente falta de seu mundo
É o único sonho que cabe.
Ele fala, vá para o poço profundo,
Dizendo que lá irá se libertar.

Arqueiro! Olhe para o lado,
Você nem se quer sabe
Que o inimigo não é o de cavalo alado
O inimigo é o que está a lhe guiar.

Essa é a prisão dos Dragões.
Onde a correnteza do rio sobe,
Mundo desenhado pelos vulcões,
Onde nasceu aquele que lhe controlar.

Não tente, não adianta
Nunca voltará antes do dia acabe.
Ouça o dragão que canta
É a melodia que resta para sonhar.

Vá homem nobre dormir,
Não importará o que lhe fale
Você nunca poderá sair
Desta prisão, que é seu novo lá.


Messias Targino/RN, 19 de Janeiro de 2008.
A. D. Hion John


domingo, 29 de novembro de 2009

Correntes...

Estou preso em meu quarto
Ouvindo canções vindo do alto
Triste e de uma eterna beleza
E que me gera tristeza.

Quero voar pela janela,
Mas estou acorrentado.
Sou um ser não mais alado,
Preso olhando para uma vela.

Meu quarto é iluminado pela chama.
Graças a ela posso vê as paredes e minha sombra.

Minha sombra é minha única companhia
Desde à muitos dias.

As correntes, não consigo vê,
Mas sei que estão aqui
Já que não mim deixam ir
Em busca do meu prazer.

Mossoró/RN, 14 de Julho de 2007.
A. D. Hion John.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ato Um...



O sangue jogado no chão,
O corpo esta no relento
Feito nuvens ao vento
Como um solitário trovão.


Esfaqueado na noite de terça
Encontrado na sexta.
Um sabor gostoso,
Um cheiro tenebroso.


O sol já estava indo.
Eu Tocava a pele macia
E imaginava a agonia,
No momento dessa vida caindo.


Com meus lábios toquei no rosto sujo,
Os olhos parados e duros,
Olhando sem brilho algum,
Para mim o mortal nada comum.


Senti prazer em tocar aquele corpo imundo,
Foram prazeres que marcaram cada segundos.
Deitei aquele que cheirava forte,
Que matei por não cumprir a minha sorte.




A. D. Hion John
Mossoró/RN, 12 de Setembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lara

Uma mulher magra
Com pele Clara
Que me chama atenção
No meio da escuridão.


Ela esta dançando
Como sem nada lhe observando
Ao barrulho da rua,
Totalmente nua.


A vejo refletida nos espelhos
Com sua pele clara esposta,
Seus seios lindos em amostra
E com seus lábis carnudos vermelhos.


É um momento diferente,
Sinto o prazer no presente
Vendo uma mulher clara
A qual, chamo de Lara.

Mossoró/RN, 25 de Novembro de 2009
A. D. Hion John

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Terça-feira, 09 de Novembro de 2009

Estão todos irreconhecíveis
Misturados...

Estão todos em cinzas,
Cremados...

Estão todos mortos,
Acabados...


Mossoró/RN, 09 de Novembro de 2009
A. D. Hion John

domingo, 1 de novembro de 2009

Na manhã do Sábado

Na manhã do Sábado
Debaixo do céu nublado
O corpo no chão sangra
E A mãe por justiça clama.

Uma criança morta
Em acidente assustador.
A multidão esta a sua volta
Vendo a cena de horror.

Uma mulher que tenta consolar
Uma mãe desesperada
Que não parava de chorar
Vendo morta a filha amada

Olho para a menina
Lembro de como era linda,
Mas a beleza foi acabada
Ela se encontra despedaçada.

Ela não verá o sol nascer
Nem poderá mais sonhar,
Nem voltar para o seu lá,
Só restará ao seu corpo aprodecer.



Messias Targino/RN, 01 de Novembro de 2009.
A. D. Hion John

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Atriz no Palco

Os versos estão escritos
Na arvore morta
Sem beleza exposta
Em noite de dores e gritos.

A atriz no canto se produz
Nesse noite sem luz
Sem o prazer forte
Que a mesma deviria sentir
Ao representar com a morte.

Será a primeira vez da atriz
Nesse palco infeliz.
Nesse teatro sem espectadores
Com cheiro de flores.

Nesse teatro do submundo
Os versos são mortais
Fazendo os atores desleais
Nesse inferno profundo.

O som do piano de bela harmonia
Com barulho do tormento.
Ela espera a luz do dia
E o sobro do vento
Nesse palco sem vida.





Mossoró/RN, 21 de Outubro de 2009
A. D. Hion John




sábado, 17 de outubro de 2009

Flechas que Matam

Um...
Vejo uma flecha vindo em minha direção 
Cortando o ar na minha frente 
Com uma ponta preta e quente 
Para atingir o meu coração. 


Dois... 
A flecha atingi o meu coração 
Sinto a dor que me leva a morte 
Sobre o caminho previsto pela sorte 
Aos olhos da minha ilusão. 


Três... 
Levanto a cabeça e olho para você 
Esta bem próxima de mim 
Querendo o meu fim 
Almejando a minha força e meu poder. 


Quatro... 
Tento me aproximar 
Vejo mais uma flecha apontada 
Você não diz nada. 
Não tenho mais força para nada. 


Cinco... 
Sem força para nada 
Olho para as lindas rosas vermelhas 
Que estão na minha mão esquerda 
E lhe falo: São para você... 



Mossoró/RN, 06 de Maio de 2007. 
A. D. Hion.




sábado, 3 de outubro de 2009

Alice



Seu corpo foi enterrado
E há muito tempo acabado.
Seu túmulo esta intacto,
Não se tornou um Anjo Alado.


Ouço o som da sua voz que canta
Dela que não mais me espanta.
Logo bem próximo de mim,
Cantando cantos sem fim.


A vejo sentada,
Morta aos nove anos,
Não são lembranças de Alice
A menina de olhos tristes...


Por que vejo Alice?
de vestido branco,
Sentada no banco.
A menina de olhos tristes...


A menina sem vida,
Mas nunca esquecida.
A menina que era magra
Que agora está enterrada.


Todos choraram na morte
Da pequena doce Alice.
Tudo por falta de sorte
E ato de uma tolice.


Ela não respira mais.
Não sei por que aqui está
Nem o dia que isso vai acabar
E só então, ela descansar em paz.




Mossoró/RN, 17 de Agosto de 2007.
A. D. Hion

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